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15 de maio de 2018

Segredos do Mountain Bike

O que o MTB causa no corpo dos atletas?- Parte 2

Como são os grandes atletas?

Olha que interessante, saber os perfis dos diferentes atletas ajuda-nos a melhorar nosso condicionamento não sendo é claro uma via de regra e sim um parâmetro para nos adequarmo-nos as características dos atletas de elite. Os Atletas apresentam altura média de 176 cm a 180 cm e peso corporal de 63 kg a 71 kg (Dados coletados em 2004 nos jogos olímpicos de verão). O percentual de gordura retratado foi de 6,4% aos atletas de alto nível e entre 8,5% a 14,3% nos atletas de elite. Veja que eles observaram a alta correlação entre a associação de composição corporal e o nível de competição. Já que o menor nível de massa corpórea é relativamente importante para as subidas em provas de cross-country. E como seria as condições das funções respiratórias, cardiovasculares e musculares desses atletas? Para estas respostas os cientistas observaram atletas de diferentes níveis desde amadores, alto nível e elites e o VO2max apresentou valores entre 66,5 e 78 mL/kg/min. Sendo que, alguns dados sugerem que, para uma boa performance valores maiores que 70mL/kg/min é um pré-requisito ao desempenho de alta performance. Os perfis dessas intensidades sugerem que esses atletas tem a habilidade e capacidade em sustentar altas frequências do exercício executado por períodos prolongados de tempo. Não podemos esquecer as grandes guerreiras e elas como seriam? As meninas da associação de ciclistas femininas dos Estados Unidos da América têm em média idades entre 30 anos, altura entre 162 cm e 57,7 kg. Um VO2max de 57,9 mL/kg/min com um pico de potência em testes laboratoriais de 313w correspondentes a 5,4 W/kg. E seus dados são bem similares aos das atletas de estrada.

Mtb x Estrada há alguma diferença fisiológica?

Ao entender o real sentido da pergunta devemos saber que, para podermos comparar um com o outro, diferentes tipos de avaliações físicas e de desempenhos devem ser realizados entre as diferentes modalidades. Foi isso que os cientistas fizeram. Utilizaram-se de testes de laboratórios que mostram o pico de potência, limiar de lactato, início de liberação do lactato sanguíneo e de campo que mostra o tempo total para completar um circuito oficial de cross-country. Suas conclusões foram:
  • Potência aeróbia alta e a habilidade de utilizar um alto percentual são pré-requisitos ao sucesso em competições de corridas de Cross-Country;
  • Esses testes são válidos para avaliar a aptidão aeróbia em competidores de MTB;
  • Os parâmetros encontrados são normalizados pela massa corpórea.
Todas essas relações sugerem que há um desenvolvimento da capacidade muscular oxidativa e capacidade de armazenamento endógeno são importantes características dos atletas de MTB. No ciclismo de estrada, a habilidade em converter energia mecânica em potência parece não diferenciar entre os níveis de performance, assunto que ainda está sendo debatido. No entanto, no Mountain Bike ele é caracterizado pelas dificuldades encontradas nas condições do terreno, esses fatores afetam totalmente a habilidade técnica e a força muscular e de endurance sobre a utilização da energia aeróbia durante a geração de energia e conversão em velocidade. Para finalizar essa habilidade técnica necessária para ultrapassar obstáculos é muito importante durante a estabilização da bicicleta, principalmente em descidas mais agressivas com altas velocidades. É nesse momento que ciclistas mais habilidosos aproveitam para ganhar vantagens ou para diminuir o tempo perdido entre outros participantes durante o percurso. Agora que você conhece melhor como as competições de XCO irão agir sobre seu corpo, fica mais fácil de definir melhor seus objetivos para as próximas temporadas. Descobrindo o tempo de prova e as intensidades que devem ser alcançadas para se ter um bom potencial a alcançar o pódio. Basta definir uma boa escolha dos profissionais que iram acompanhá-lo e compreender que o treinamento deve seguir com padrões que podem ser identificados a partir da ciência. O conhecimento é uma das formas com as quais podemos estruturar um bom treino. Segundo busque conhecer como está seu condicionamento físico atual. Boas avaliações físicas podem ser o “Google Maps” para onde se quer chegar. Elas conseguem identificar características morfológicas assim como: altura, peso, composição corporal, insuficiências musculares entre outros. Isso ajuda tanto no dizer o que deve ser mudado em seu corpo (Assim como quando você diminui o peso da sua bike), como em acompanhar seu desenvolvimento ao longo do período de provas que serão realizadas. Com o resultado em mãos, é hora de detalhar os objetivos e metas juntos aos profissionais da educação física, fisioterapia e nutrição. Eles saberão como utilizar os dados coletados nas avaliações para potencializar as necessidades fisiológicas encontradas em seu perfil fisiológico. Muitas vezes sabendo identificar as doses e respostas que serão dadas para cada período do treinamento. O acompanhamento médico e psicológico são parte fundamental para uma estrutura saudável do corpo e da mente. Sua evolução pode acontecer de maneira exponencial quando você busca bons parceiros ao seu lado.

Finalizando

Para concluirmos, vamos traçar uma linha lógica para as provas de XCO. Conheça detalhadamente e o máximo que puder as provas que irá participar, identificando todos os pontos que acha que terão maior necessidade em aumentar sua intensidade. Procure conhecer seus adversários e identificar quais habilidades serão necessárias para a participação da prova. Conheça seus limites e analise através de provas antigas como seus adversários se desempenharam e o que fez com que eles obtivessem bons resultados. Saiba como controlar e equilibrar os esforços que você irá importo ao seu corpo. Utilize das diferenças entre as modalidades para potencializar suas necessidades. Exemplo: se não tem uma boa técnica de descida utiliza de trajetos que lhe obrigam a ter um desempenho de downhill; Se precisar melhorar seu ritmo ,utilize as bikes de estrada para que possa encaixar seu Pace e ritmo ao que precisar manter em suas provas; Se acredita que seu desempenho em subidas está abaixo do esperado busque se aprofundar em entender com controlar sua intensidade e quais são técnicas necessárias para ter uma boa subida. Não se esqueça de que treinos de força e de flexibilidade são fundamentais para uma boa base aos treinos mais intensos e de maior carga e volume. Espero ter contribuído com seus treinos e seus desafios. Utilize dos conhecimentos que temos sobre o que os cientistas analisam nos profissionais para aprimorar seus desempenhos em provas durante o ano. Mesmo que a dedicação não seja exclusiva ao MTB é importante você seguir padrões de treino e de regularidade que os profissionais realizam, isso trará melhor performance e diminuirá os riscos em sua saúde. Agora você está pronto para aproveitar o conhecimento que adquiriu e colocar em prática nos próximos treinos e provas. Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos e inscreva-se em nossa lista de e-mail.

Por: Heron Soares

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CHRISTIAN DRUMOND

Cardiologista, Pós graduado em Medicina do Esporte, Coach, Ciclista “Old School”, Apaixonado por MTB, e Fundador do Segredos do Mountain Bike.

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