Ciclismo: Uma modalidade de diferentes variáveis que podem interferir sobre o desempenho.

 

Conheça mais sobre o que está se propondo a realizar, isso levará a um plano de sucesso! Já pensou em prever o que pode acontecer no futuro do ciclismo?

Foi o que as indústrias de equipamentos e componentes de bikes conseguiram realizar a anos atrás, e é dessa forma que as indústrias do ciclismo cresceram.

Testando em diferentes condições e se alinhando das ciências das engenharias e tecnologias.

E é dessa forma que podemos também observar como será, e o que ainda falta dentro das ciências que acompanham os desempenhos sobre a bicicleta.

As pesquisas vêm sendo direcionadas aos atletas competitivos de ciclismo (Em sua maior parte de estrada) e resumem-se em uma série de fatores que podem alterar ou interferir sobre a potência do ciclismo e consequentemente sobre a performance.

O pesquisador ATKINSON e seus colaboradores escreveram em 2003 um trabalho de revisão.

Este Trabalho definiu como a pesquisa estava acontecendo e como os pesquisadores estavam buscando interferir nesses fatores para melhorar a performance.

E como potencializar os níveis dos atletas.

O primeiro aspecto que eles observaram foi às características fisiológicas que estão relacionadas a determinadas competições.

Como por exemplo, tipo das fibras musculares que estão envolvidas e pico de oxigênio despendido em cada competição.

Outros fatores observados e levados a uma interferência sobre a bike são as habilidades fisiológicas, treinamento, nutrição, ritmo de pedal e posição do ciclista sobre a bike, todos podem influenciar o pico de potência.

Todos esses aspectos são diretamente influenciados pelas características de cada prova.

Mostrando que o treinamento, a postura e os equipamentos são diretamente influenciados por essa variável.

O autor relata a eficiência no treinamento do grande ciclista chamado Chris Boardman após vencer uma prova mundial de contra relógio.

Participando de um dos maiores eventos de ciclismo de estrada do mundo, o tour de france com mais de 250 km e com diferentes terrenos.

Isso mostra a importância no entendimento de como o ciclismo afeta o fisiológico e como deve ser periodizados os treinamentos de acordo com a demanda de esforço (Diferentes com competições: cross-crountry XC, XCO, …) que será imposta.

No MTB não é diferente e suas diversas modalidades interferem diretamente sobre os fatores da melhora da performance.

Por exemplo, um atleta de downhill não irá ser ajustado sobre a bike como um de estrada ou de montanha.

As características das provas devem ser respeitadas e os atletas devem conhecê-las, se possível estudá-las anteriormente ao dia da prova.

Assim, ele pode se preparar e realizar o treinamento específico a demanda que será imposta a ele.

Vale a ressalva que nem todos serão atletas de elite no ciclismo e nem todos apresentaram resultados fora da curva.

Mas parâmetros como estes nos levam a refletir melhor sobre as provas que participamos.

E como podemos aproveitar os dados levantados por um centro de avaliação física.

Com dados como VO2máx, limiares ventilatórios, limiares de lactato, PCR (Ponto de Compensação Respiratória) entre outros.

Temos caminhos a seguir de maneira equalizada e com um trajeto detalhado a percorrer.

Pense nisso!

Talvez você não seja um atleta fora da curva que apresenta resultados extraordinários.

Mas, pode sim melhorar sua performance.

Através do conhecimento dos seus adversários e do entendimento das diferenças entre as modalidades e trajetos percorridos.

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Referência:

ATKINSON G, DAVIDSON R, JEUKENDRUP A, PASSFIELD L. Science and cycling: current knowledge and future directions for research. Journal of Sports Sciences. 2003, 21, 767-787.

Por: Heron Soares