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11 de maio de 2018

Segredos do Mountain Bike

O que o MTB causa no corpo dos atletas ?- Parte 1
O Mountain Bike Moderno iniciou-se em 1970 e se tornou o esporte de outdoor mais popular de todos os tempos. Com seu crescimento, a regularização para as competições tornaram-se cada vez mais importante e em 1980 a UCI (Union Cycliste Internationale), Identificou como modalidades esportivas no MTB três tipos de eventos: Cross-Country (XCC), Cross-Country Olímpico (XCO) e Downhill. Com a definição das devidas modalidades e regras para que os eventos pudessem acontecer, nada mais justo que popularizar as competições que se iniciaram em 1990 com o primeiro campeonato mundial. Essa popularização trouxe muitos adeptos e muitos olhos por parte dos pesquisadores para compreender o que as modalidades do Mountain Bike poderiam causar sobre o corpo de cada atleta. Entender o que é o Mountain Bike sobre os olhares do nosso corpo ajuda a melhorar nossa performance dentro das provas que nos propomos a participar. Isso acontece devido a dose/resposta que damos aos treinos e a capacidade que temos de melhorar respostas cardiovasculares e metabólicas que estão envolvidas dentro do esforço da bicicleta. Em resumo, entender como funciona nosso corpo sobre a bike ajuda a reconhecer o que devemos fazer nos treinos da semana. Seja controlando os batimentos do nosso coração pelo frequencímetro, monitorando a força da nossa perna através de um potenciômetro, mantendo a velocidade adequada do pé de vela pelo cadenciômetro, adequando a velocidade para um determinado trajeto obtendo uma boa velocidade média ou ainda reconhecendo que devemos abaixar mais nosso ritmo para não cansarmos. A pergunta para um bom desempenho não é que tipo de bike devemos ter, e sim, o que devemos fazer para melhorar nossa condição física sobre a bike. E isso está totalmente relacionado ao que você entende do seu corpo e o que deve fazer nos dias de treinos.

Você realmente sabe o que são essas provas de Cross-Country ?

Primeiro vamos entender o que os percursos das provas de ciclismo são em sua maioria, e depois em saber o que eles podem fazer em nosso corpo. A maioria das competições são realizadas em estradas que incluem florestas, trilhas, campos, caminhos de terra e de cascalhos (quando não encontramos barro, galho, pedras, buracos, etc…). Além é claro daquelas intermináveis subidas com inclinações absurdas e decidas que logo acabam. Em via de regra os percursos são tipicamente pré-determinados e acompanham em sua maior parte as regularizações da UCI que promovem percursos entre 6 a 9 km de distância para as provas de XCO, apresentando subidas com altimetria em torno de 1500  m, sobre esse trajeto pode haver diferentes números de voltas. O que faz com que os competidores terminem uma prova em mais ou menos 120 a 135 minutos para os homens e 105 a 120 minutos para as mulheres. Nessas competições, a assistência técnica fica por conta do competidor, diferente do ciclismo de estrada. Isto pode ocasionar atrasos que interferem sobre a performance do ciclista. Para saber quais eram as principais intensidades de uma competição de cross-country, alguns cientistas decidiram descrever os perfis dessas intensidades através de um grupo de ciclistas de alto nível durante competições internacionais. Para isso, eles mediram a frequência cardíaca utilizando-se de três zonas da frequência cardíacas e dois diferentes limiares do nível de lactato sanguíneo. Esses estudos revelaram que provas principalmente de XCO são competições com altas intensidades e que podem chegar até 82% do limiar de lactato (um componente presente na corrente sanguínea quando fazemos bastante esforço com nossas musculaturas). Para se ter noção do quanto é intensa essas provas, os batimentos do coração chegaram a 90% da capacidade máxima da frequência cardíaca, o que corresponde a 84% do VO2máx, caracterizando-se como esforço intermitente. A grande diferença entre o Cross-Country e as provas de estrada é a motivação devido as provas de estrada serem muito longas. Outro ponto a ser levantado entre elas é a redução do gasto de energia através dos vácuos que são obtidos através das posições que são comuns em suas provas. Além disso as diferenças entre os percursos (subidas, decidas e trilhas) e o maior peso da bicicleta quando comparado as de estrada são um dos fatores que afetam a intensidade de uma competição de Cross-Contry.

O que as competições podem causar em nosso corpo ?

O maior gasto energético mostrado em diferentes pesquisas é causado pela intensidade das competições. Isso acontece devido a repetições isométricas (ações em que nossos músculos ficam contraídos) da contração dos músculos do nossos braços e pernas. Eles são obrigados a agirem dessa maneira devido à absorção do impacto causado pelo terreno que em sua maior parte é acidentado e que obriga nossos músculos a manterem-se em alto funcionamento absorvendo as vibrações e impactos. Conforme relatamos acima, o terreno é um dos maiores adversários do corpo do ciclista. Essa contração isométrica pode aumentar de maneira significativa a maneira como nosso coração trabalha, interferindo na resposta da nossa frequência cardíaca, não alterando o gasto de energia. Essa é uma das formas como o aumento da frequência cardíaca acontece quando comparamos com o ciclismo de estrada. Uma das maneiras criadas pela tecnologia que melhorou o impacto da contração isométrica dos nossos músculos foram as suspensões, que a partir da absorção no próprio equipamento, minimiza o impacto repassado aos músculos em bicicletas rígidas dentro do MTB. Essa tecnologia além de minimizar e absorver esses impactos, ajudou a reduzir a média da frequência cardíaca quando comparamos os ciclistas que utilizam as  bikes rígidas. Por que então seria tão importante minimizar esses impactos através de equipamentos ou até mesmo de melhor adaptação aos treinos? A resposta para essa pergunta está nas estratégias utilizadas para ter um bom desempenho em uma prova. Em poucas palavras ter um bom ritmo (Pace) de prova. As pesquisas além de observarem que o MTB é bem distinto pela sua alta intensidade, mostrou-se também que o ritmo de prova  ao iniciar uma competição é muito alto. Isso dá lugar a um aumento exacerbado na frequência cardíaca e é escolhido pela regra do destaque que define os primeiros colocados com as suas decisões de posição ao início das provas. Após esse início de prova a frequência cardíaca tende a cair e a diminuir o tempo de volta, reduzindo junto a intensidade. Quando observamos essas respostas fisiológicas que acontece ao nosso corpo devido ao estímulo que estamos dando para ele durante a prova também podemos  observar o que está acontecendo com nossos músculos durante o esforço exercício por ele através da contribuição energética. Como assim? Existe uma premissa que responde a essa questão que envolve o chamado metabolismo (conjunto de ações físicas ou químicas que alteram nosso corpo) e nele encontramos uma contribuição energética chamada de anaeróbia. Essa condição de energia faz com que nossos músculos liberem mais Lactato (um componente químico que transporta hidrogênio para fora do músculo deixando seu meio menos ácido e melhorando as respostas musculares as contrações) e é ele que está mais presente em toda a necessidade de energia que uma prova de XCO nos obriga a ter durante os esforços que realizamos. Identificando essas modificações causadas em nosso corpo pelos agentes físicos (o fato de termos que pedalar) e químicos (o fato te termos energia para gastar) podemos estruturar melhor nossos programas de treinamento. Mostrando que tipo de treino será mais eficaz em determinados momentos e provas que iremos realizar ao longo do ano. Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos e inscreva-se em nossa lista de e-mail.

Por: Heron Soares

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2 respostas para “O que o MTB causa no corpo dos atletas?- Parte 1”

  1. Cristian, pedalo a 3 anos e nunca tinha lido algo sobre MTB. Comecei a ler agora é vejo q não sei nada. Tenho 54 anos e estou apaixonada pelo ciclismo. Quero me informar sobre o esporte que pratico. O máximo q pedalei foi 131km. Adoro subidas, mas tenho medo de cair pq não tenho técnica. Estou assistindo seus vídeos e me apaixonei mais ainda pelo esporte. Preciso aprender muito. E treinar também. Gostei muito do seu método

    1. Que bom que estamos conseguindo te ajudar, continue acompanhando a gente aqui no blog, no facebook e no canal do youtube, tem muito conteúdo massa que vai te ajudar com a evolução no esporte.
      Abraços
      Equipe SMTB

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CHRISTIAN DRUMOND

Cardiologista, Pós graduado em Medicina do Esporte, Coach, Ciclista “Old School”, Apaixonado por MTB, e Fundador do Segredos do Mountain Bike.

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