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26 de abril de 2019

Segredos do Mountain Bike

De quanta potência um MTBiker precisa para vencer? Será que saber a potência média ou máxima é suficiente? Há necessidade de compreender a distribuição de potência (variações na produção de potência) ao longo da competição?

Na tentativa de responder a estas questões, um estudo publicado no International Journal of Sports Physiology and Performance, em 2018, caracterizou os perfis fisiológicos dos ciclistas de mountain bike cross-country de elite e examinou o pacing e a potência durante competições internacionais.

Durante duas temporadas competitivas, oito MTBikers de elite (VO2máx: 79,9 ± 5,2 mL/kg-1/min-1, PPO: 411 ± 18 W e 6,3 ± 0,4 W/kg-1) realizaram regularmente testes progressivos máximos para avaliar sua potência e frequência cardíaca no primeiro e segundo limiares ventilatórios (LV1 e LV2) e no VO2máx. Durante o mesmo período, a potência, frequência cardíaca, velocidade e cadência foram registrados em 13 provas internacionais.

A duração, potência, velocidade, cadência e frequência cardíaca durante as provas foram 90 ± 9 min, 283 ± 22 W (4,31 ± 0,32 W/kg-1, 68 ± 5% PPO), 19,7 ± 2,1 km/h, 68 ± 8 rpm e 172 ± 11 bpm (91 ± 2% FCmáx), respectivamente.

O tempo médio gasto abaixo de 10% PPO, entre 10% PPO e LV1, LV1 e LV2, LV2 e PPO e acima do PPO foi de 25 ± 5%, 21 ± 4%, 13 ± 3%, 16 ± 3% e 26 ± 5%, respectivamente. Tanto a velocidade quanto a potência diminuíram do start-loop para a volta 1.

O tempo gasto acima da potência aeróbia máxima (26%) durante as competições foi caracterizado por 18 ± 4 esforços de alta intensidade (559 ± 46 W) a cada volta com durações médias de ~40 ± 14 s.

Implicação prática

À luz dos resultados, uma atenção especial deve ser dada ao desenvolvimento da potência aeróbia máxima e também na capacidade de produzir potência repetidamente acima da potência aeróbia máxima em programas de treinamento.

Como aumentar a potência aeróbia máxima?

Rønnestad e Hansen (2016) publicaram um estudo onde o objetivo foi investigar as respostas fisiológicas agudas em diferentes durações de intervalos de trabalho usando a potência associada ao consumo de oxigênio de pico (VO2pico) como intensidade de exercício.

Os resultados sugerem que o protocolo utilizando intervalos fixos de trabalho de 30 segundos com intervalo de recuperação de 15 segundos na intensidade correspondente ao VO2pico parece induzir maior tempo de sustentação a 90% VO2pico, maior tempo de sustentação a 90% da frequência cardíaca máxima e maior tempo de sustentação na intensidade do VO2pico.

Como aumentar a capacidade de produzir potência repetidamente acima da potência aeróbia máxima?

Rønnestad et al. (2017) utilizaram um protocolo intervalado aeróbio de alta intensidade que provavelmente possa ser utilizado  como estratégia para aumentar a capacidade de produzir potência repetidamente acima da potência aeróbia máxima. O protocolo consiste em 3 séries de 9,5 min com intervalos de trabalho de 30 segundos máximo intercalados com 15 segundos de recuperação entre estímulos e recuperação de 3 minutos entre séries. O objetivo é alcançar a maior potência média possível em todas as três séries. A potência durante a recuperação é de 50% dos intervalos de trabalho.

Importante ressaltar que há necessidade de respeitar o princípio da sobrecarga progressiva e individualidade biológica do indivíduo na prescrição do treinamento. O estudo de Rønnestad et al. (2017) foi realizado com um atleta de mountain bike cross-country de elite (VO2máx de 89 mL/kg-1/min-1 e PPO de 6,8 W/kg-1).

Procure orientação profissional!

Referências:

  1. Granier C, Abbiss CR, Aubry A, Vauchez Y, Dorel S, Hausswirth C, Le Meur Y. Power Output and Pacing During International Cross-Country Mountain Bike Cycling. Int J Sports Physiol Perform. 2018 Oct 1;13(9):1243-1249.
  2. Rønnestad BR, Hansen J. Optimizing Interval Training at Power Output Associated With Peak Oxygen Uptake in Well-Trained Cyclists. J Strength Cond Res. 2016 Apr;30(4):999-1006.
  3. Rønnestad BR, Hansen J, Vegge G, Mujika I. Short-term performance peaking in an elite cross-country mountain biker. J Sports Sci. 2017 Jul;35(14):1392-1395.

Por: Prof. Me. Allan Inoue Rodrigues

 

 

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2003), Pós-graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho (2003), Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Avaliação Morfo-Funcional pela Universidade Gama Filho (2008). Mestrado em Educação Física - Área de concentração em Atividade Física e Desempenho Humano pela Universidade Gama Filho (2011). Membro do Grupo de Pesquisa Performance da UFPE, Membro do Grupo de Estudos em Psicofisiologia do Exercício (GEPsE) da USP, Membro do Grupo de Pesquisa em Ciência do Exercício e da Saúde (GPCES) da UERJ e Membro do Laboratório de Pesquisa em Ciências do Exercício (LABOCE) do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN). Atualmente é Oficial do Quadro Técnico da Marinha (RM2-T - Fisiologia do Exercício). Técnico de Ciclismo - Nível I pela União Ciclística Internacional (UCI) e Treinador de Esporte de Alto Rendimento (Ciclismo/MTB) pela Academia Brasileira de Treinadores (ABT), Instituto Olímpico Brasileiro (IOB) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Possui certificação de Antropometrista nível I da International Society for the Advancement of Kineanthropometry (ISAK). Tem interesse na compreensão dos fatores fisiológicos determinantes do desempenho aeróbio, assim como na avaliação e prescrição de treinamento para o aumento da aptidão aeróbia. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/1006190794594432

 

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CHRISTIAN DRUMOND

Cardiologista, Pós graduado em Medicina do Esporte, Coach, Ciclista “Old School”, Apaixonado por MTB, e Fundador do Segredos do Mountain Bike.

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