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Cinco aspectos sobre a largada em uma prova de Mountain Bike

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15 de February de 2019

Segredos do Mountain Bike

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Todo mundo que já participou de uma prova de Mountain Bike sabe que a largada é um dos pontos fundamentais. Neste artigo, vou compartilhar com vocês, alguns pontos de vista que não são uma verdade absoluta, mas que irão ajudar muuuito biker, não só a largar melhor, mas aliviar o estresse desse momento da prova. Irei abordar os seguintes aspectos:  
  1. Devo largar na ponta?
  2. Devo dar o meu máximo?
  3. Quais cuidados preciso tomar?
  4. Largada no fundão: é mesmo tão ruim assim?
  5. Um grave erro dos iniciantes e profissionais
 

1 – Devo largar na ponta?

Depende… Depende de alguns aspectos que irei destrinchar para você: Depende do seu objetivo, do tipo de prova, do seu preparo físico e das características dos primeiros quilômetros do percurso. Em relação ao tipo de prova, em se tratando de uma prova de XCO, largar na ponta é fundamental para todos que buscam o pódio. Pelo contrário, atletas que estão estreando na modalidade, no meu ponto de vista, devem guardar uma posição intermediária, visto que o estresse e a pressão psicológica das ultrapassagens pelos mais velozes irão causar desconforto desnecessário. No caso das maratonas, a largada, mesmo não sendo tão decisiva quanto no cross country, também é muito decisiva, pois é nela que se formam os pelotões que andarão juntos em boa parte do percurso. Perder “as boas rodas” pode ser (e geralmente é) decisivo para quem está no jogo da busca pelo pódio. Para esses atletas é sim, importante, largar na ponta, principalmente nas grandes provas com mais de mil atletas, que felizmente temos visto crescer aqui em Minas Gerais. Para quem busca superação e a medalha de finisher, sugiro largar do meio para trás. Somos humanos e tendemos a extrapolar os limites, caso larguemos num bloco superior às nossas capacidades. Irei abordar isso no próximo tópico. Ahhh… Mas eu não quero pegar pódio! Meu jogo é top 10, top 20… Nesse caso, a minha estratégia, é largar do meio para frente ou até no terço da ponta. Em 2018 busquei muito este objetivo e por isso posso afirmar que largar muito atrás é complicado pelas ultrapassagens a serem negociadas. Também existe o risco de me embolar com atletas menos experientes, que estatisticamente caem mais, e está tudo bem. Cada um está no seu nível de desenvolvimento e buscando a superação. Largar no terço da frente do bolsão me permitiu conectar com grupos mais ou menos do meu nível, sem me matar nos quilômetros iniciais e sem perder os pelotes que eu conseguiria andar. Vale lembrar que como traço toda a minha estratégia antes de cada prova, comprometer o meu tempo, agarrado no trânsito, compromete algo muito mais importante que colocações que é a estratégia de alimentação e hidratação. #DicaBônus:  Facilite e muito a ultrapassagem por um ciclista mais potente e veloz que você! Além de um ato de “fair play” esportivo é um exercício de humildade, gentileza e educação.  

2 – Devo dar o meu máximo?

A resposta é simples e curta: depende! Somente se você é um atleta de ponta e treinou para isso, a resposta é sim! Para você é super importante estar com os ponteiros desde a largada e começar desde já a briga pelo topo do pódio. Caso você não se enquadre na primeira condição, a minha sugestão é: ERRE para menos! Como venho falando, a principal causa de “quebrar” entre a primeira e segunda hora de prova é errar na intensidade da largada. Como na véspera da prova, reduzimos os treinos, estamos descansados. A sensação de estar muito forte vem em parte decorrente disso, o que faz com que muitos exagerem nesse ponto da prova. Uma referência quase objetiva para você é de não ultrapassar muito o seu limiar, evitando ao máximo permanecer na Z5 por muitos minutos. A fisiologia humana é única e achar que consegue se manter no máximo durante horas, certamente irá te levar à fadiga.  

3 – Quais cuidados preciso tomar?

O momento da largada, além de toda “tensão” gerada pelo esforço intenso, é necessário tomar alguns cuidados. Devido à proximidade dos ciclistas, toques e esbarrões são comuns. É muito importante estar atendo a isso e ter uma postura não reativa, ou seja, não tentar controlar o conjunto “você + bicicleta”. Ciclistas mais experientes irão entender melhor, mas quando um outro encostar em você, a melhor coisa a fazer é não fazer nada. Absorver o movimento e seguir. Dessa forma você evita de aplicar mais um vetor de força, podendo causar ainda mais abalos na trajetória. Outro cuidado muuuito importante é em relação à frenagem e aceleração e desaceleração no mega pelotão da largada, carros encostados, cachorros, bueiros abertos e buracos, fazem com que muitos exagerem no freio e caso esteja distraído, é chão na certa! Por último, e mais importante, é não cometer dois erros grosseiros: andar pela calçada ou pela contramão para “cortar caminho” rumo à ponta do pelote. Já vi cenas de quase tragédia coletiva por um biker irresponsável. Educação, gentileza e ética são elementos necessários em tudo!  

4 – Largada no fundão: é mesmo tão ruim assim?

Se você está em uma prova de Mountain Bike e pouco se importa com a colocação, te convido a largar na turma do fundão! Foram inúmeras vezes que diz isso e confesso: é sem dúvida o lugar mais divertido do bolsão! Lá, a descontração, a diversão e boas risadas são garantidas! Sempre que estou em uma prova de Mountain Bike despreocupado com performance ou afim de curtir o rolê, eu largo no fundão, pois o nível de estresse e pressão é zero! O único cuidado são os menos experientes que ficam mais ariscos na largada e reagem mal a coisas comuns, como frenagens, toque de rodas e queda. Se você nunca experimentou, perca o medo ou a timidez e se divirta com essa galera! tem muito ciclista que só precisa assumir que quer diversão e aprenderá a curtir e muito o Mountain Bike.  

5 – Um grave ERRO dos iniciantes e profissionais.

Qualquer atleta, iniciante, amador competitivo ou profissional que cometa este erro, corre o risco de não desempenhar a performance que planejou. Provavelmente, errará para menos ou para mais. Afinal de contas, todos atletas mais perderam do que ganharam as provas que disputaram. Acredito que certamente, boa parte das derrotas ou das entregas parciais em relação ao treino e dedicação prévio, vem do mesmo erro. Talvez seja por falta do hábito de desenvolver a nossa consciência ou por mero automatismo da nossa cabeça, eu acredito que um grave erro que não se pode cometer em qualquer nível é a falta de clareza em relação ao seu objetivo/meta em relação aquele desafio, treino ou prova que é o nosso tema do artigo. Subestimar a prova ou superestimar suas condições fazem você errar para mais, quebrando ou se desgastando demasiadamente. O contrário, ou seja achar que está menos treinado que realmente está ou que o desafio é maior que a realidade, fazem você se frustrar por perder a oportunidade de desempenhar o seu melhor. A grande solução para evitar a falta de clareza em relação à sua meta é treinar o desenvolvimento da sua consciência esportiva, o seu autoconhecimento e entender melhor o seu corpo, mas isso já um assunto para tratarmos nos próximos artigos. Até lá. Se você curtiu o texto, não se esqueça de compartilhar com a sua galera do pedal e deixar o seu comentário, dizendo o que achou mais importante para você. Não se esqueça de se inscrever na nossa lista de emails, pois eu compartilho alguns conteúdos exclusivamente por lá.

Por: Christian Drumond

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CHRISTIAN DRUMOND

Cardiologista, Pós graduado em Medicina do Esporte, Coach, Ciclista “Old School”, Apaixonado por MTB, e Fundador do Segredos do Mountain Bike.

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